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terça-feira, 1 de novembro de 2011
Louise Bourgeois - Grupo 9 - Spider 1997
Spider é uma obra itinerante, já a tinha visto anteriormente na Praia do Flamengo e neste ano no bairro do Caminito em Buenos Aires, mas, nunca tinha visto essa montagem da obra.
Nesse caso a obra é acompanhada por uma instalação logo abaixo dela e, após uma breve pesquisa, descobri que a aranha representa a mãe da artista, é a aranha-mãe que envolve sua cria em sua teia como forma de proteção. Seus grandes membros representam também essa ideia de proteção, não só pelo tamanho deles, mas também pela quantidade de braços.
Entretanto em uma análise mais pessoal dá obra, sinto uma impressão de super proteção e isolamento causado pela instalação central que é como uma cúpula que isola a cria do mundo externo, tornando-a em outro nível não só a protegida da aranha, mas também sua presa.
Miguel Moraes de Souza
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Exposição de Leticia Parente - Grupo 9 - "Eu, armário de mim"
A imagem é a casa. A primeira sequência apresenta quatro performances que provocam e incomodam o espectador desavisado. A exposição aborda questões que vão do Brasil industrial e urbano e ditatorial da década de 70 à situação precária do nordeste deste mesmo Brasil. Isso, sem deixar de expressar a individualidade da artista e a casa que, para Letícia, é o lado de dentro.
Para entendermos melhor a obra da artista, devemos analisar algumas de suas performances, de acordo com os temas fundamentais. O primeiro e o segundo, entitulados "Marca registrada" e "Preparação I", respectivamente, criticam o contexto ditatorial na sociedade brasileira através de atos que representam a censura e a a anulação do indivíduo na esfera política, ao simular novos olhos e bocas para sair de casa.
As performances seguintes, "Tarefa I" e "In", por sua vez, nota-se uma crítica à sociedade de consumo, uma vez que a representação do "ser passada a ferro" e o "se pendurar no armário" ilustra a coisificação do indivíduo, que passa a ser que possui.
A partir daí, a exposição diversifica seus temas, como em "Preparação II", em que a artista injeta em si vacinas anti colonialismo cultural, anti mistificação política e mitificação da arte, referindo-se ao imperialismo, e o vídeos "Nordeste", no qual uma retirante luta contra os problemas - representados por cobras - trazidos em seu baú na migração.
Em suma, todos esses elementos encontrados dentro da casa - que não é a casca, mas o lado de dentro da artista - expressam os problemas da sociedade de seu tempo, onde de fato, o testo se faz imagem e a imagem se faz texto.
Grupo: Paula Fernandes
Paula Moura
Miguel Moraes
Lucas
Ricardo Godot
Para entendermos melhor a obra da artista, devemos analisar algumas de suas performances, de acordo com os temas fundamentais. O primeiro e o segundo, entitulados "Marca registrada" e "Preparação I", respectivamente, criticam o contexto ditatorial na sociedade brasileira através de atos que representam a censura e a a anulação do indivíduo na esfera política, ao simular novos olhos e bocas para sair de casa.
As performances seguintes, "Tarefa I" e "In", por sua vez, nota-se uma crítica à sociedade de consumo, uma vez que a representação do "ser passada a ferro" e o "se pendurar no armário" ilustra a coisificação do indivíduo, que passa a ser que possui.
A partir daí, a exposição diversifica seus temas, como em "Preparação II", em que a artista injeta em si vacinas anti colonialismo cultural, anti mistificação política e mitificação da arte, referindo-se ao imperialismo, e o vídeos "Nordeste", no qual uma retirante luta contra os problemas - representados por cobras - trazidos em seu baú na migração.
Em suma, todos esses elementos encontrados dentro da casa - que não é a casca, mas o lado de dentro da artista - expressam os problemas da sociedade de seu tempo, onde de fato, o testo se faz imagem e a imagem se faz texto.
Grupo: Paula Fernandes
Paula Moura
Miguel Moraes
Lucas
Ricardo Godot
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
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